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Pensão pet: a perigosa jurisprudência progressista

Primeiro chamamos nossos animais de filhos; depois realizamos um culto pet; agora  concedemos pensão aos animais; em breve muitos irão se curvar a eles, reconhecendo-os como divinos. Você realmente acha tudo isso normal? Talvez ache apenas a primeira parte, que é chamá-los de filhos. "Ah, não tem nada a ver..." Essa estratégia da acomodação progressiva é fatal, pois vai tornando cada vez mais insensível um tema que antes era muito caro a muitos de nós. Começa sempre com algo insignificante, com o famoso "Não tem nada a ver", até se criar uma base aceitável e, posteriormente, construir sobre essa base a descontrução da sociedade. Não tem como não dar nomes aos culpados, mas, novamente, o focinho dos progressistas esquerdistas aparece inconfundivelmente. 

Recentemente, um casal residente de São Paulo chegou ao divórcio e, na hora da partilha dos bens, houve um pedido de pensão solicitado pela mulher, já que o casal tinha 4 cachorros. Na ocasião, o Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou pensão de, pasmem, R$ 500 por mês, além de R$ 20 mil para ressarcimento de despesas dos "filhos" pets. Todavia, achando isso absurdo, o ex-marido recorreu ao Superior Tribunal de Justiça para julgar o caso. O ponto é seguinte: independente da posição final do STJ, as consequências serão desastrosas. Na hipótese de aprovação, uma jurisprudência perigosa será aberta, pois muitas outras famílias tornarão isso cada vez mais comum. Entretanto, ainda que o tribunal negue, uma brecha moral já foi aberta. Ocorrerá o processo de acomodação até que se aprove em breve, quando este assunto se tornar menos impactante. É assim que caminha a cultura dominada pelos ideais socialistas: quando não se implanta o caos de vez, deixa a sua semente para a próxima colheita. 

Quanto a ti, caro cristão, se tens um "filho pet", sinto dizer que estás errado. Você deve zelar para criação de Deus, cuidando bem dos animais, mas eles jamais foram vistos como substitutos dos filhos na Bíblia. Cuidado para não contribuir, ainda que "não tenha nada a ver", com pautas caras de implantação da desordem social, já que, no fim, tudo o que Satã deseja é se rebelar contra todas as ordens estabelecidas pelo Senhor. Não seja, portanto, contribuinte dessa causa.

Rodrigo Caeté

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