Pular para o conteúdo principal

Você ama o próximo como Deus te ama?


Inicialmente, permita-me lembrar-lhe de algo: "Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei" (João 13.34a). Vejamos, diante desse texto da Escritura, se você tem obedecido a esse mandamento: 

1) Você erra todos os dias, em todos os momentos e vive pedindo a Deus perdão e "mais uma chance";

2) Você promete que não vai mais errar, mas em seguida erra. Mas você ainda assim continua a clamar por misericórdia, pois sabe que o amor de Deus é eterno pelos santos; 

1.1) Quando alguém erra com você, às vezes você até perdoa, mas quando erra mais de uma vez, você sente dificuldade de perdoar. E quando é alguém que sempre falha com você, você simplesmente diz que não perdoa mais porque não é bobo (na sua ótica, sem notar, chama Deus de bobo).

2.2) Mesmo diante da falha do outro, este promete a ti que não errará mais, e suplica o seu perdão. Com muita dificuldade você perdoa, mas na primeira escorregada você joga na cara do outro que você não deveria perdoar porque esse outro sempre erra, ainda que prometa não errar nunca mais. Você diz que ele não é alguém confiável e de palavra. (Nesse momento, fico a pensar naquilo que Deus poderia falar para ti todas as vezes que você promete algo a Deus, mas nunca cumpre). 

Esses foram apenas dois exemplos. Diante deles, você poderia declarar de forma inequívoca que obedece a esse mandamento de João 13.34a? 

Evidentemente que há situações nas quais se exige prudência e sabedoria. Há incrédulos realmente dissimulados, e quanto a estes até devemos manifestar o perdão mas nos afastar sabiamente. Meu texto não toca nesses casos, mas em situações onde a pessoa que erra é realmente uma cristã, embora fraca e débil. É nesse momento que deve tratá-la como Deus te trata todos os dias, pois, diante do Senhor, e com suas constantes quedas, tu também és fraco e débil, mas Deus está sempre a cuidar de ti graciosamente. Portanto, faça o mesmo.

Rodrigo Caeté

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ninguém explica Deus? Uma análise "preto no branco"

Este texto é uma análise da música “Ninguém explica Deus”, da banda Preto no Branco. Esta música tem feito sucesso no meio gospel , e, como a maior parte da música evangélica atualmente, também tem influenciado bastante na teologia nacional. A questão que se levanta é: será que a teologia pregada (Lutero dizia que a música é a teologia cantada) – direta ou indiretamente – por meio dela está correta? Ela está explicando  acertadamente sobre Deus? Sendo sincero com os autores da letra, dá para entender o que eles estavam querendo dizer com esta música. Penso que a ideia é que, em última análise, nenhum ser finito e criado consegue por força própria c ompreender e explicar o SENHOR na Sua totalidade. Isso é um fato indiscutível! A questão é que entre o que se quer dizer e o que se diz pode haver um abismo gigantesco, e é aí que reside o problema! Em suma, a música congregacional existe para que todos, tanto a pessoa simples e menos culta, quanto a que tem um nível...

 O INUSITADO PEDIDO DE CASAMENTO DE ADONIRAM JUDSON

Se preparando para as missões do século 19, Judson conheceu a jovem Ann Hasseltine, por quem se apaixonou. Depois de um mês, eis que ele escreve ao pai dela o seguinte texto: "Agora, tenho que lhe perguntar se o senhor consente que parta com sua filha no início da próxima primavera e em não vê-la mais nesse mundo; se consente na partida dela e em sua sujeição às dificuldades e sofrimentos da vida missionária; se o senhor consente que seja exposta aos perigos do oceano, à influência fatal do clima do Sul da Índia; a todo tipo de privação e angústia; à degradação, ao insulto, à perseguição e talvez a uma morte violenta. O senhor pode consentir com tudo isso por causa dele que deixou sua casa celestial e morreu por ela e pelo senhor; por causa de almas imortais perecendo; por causa de Sião e pela glória de Deus? O senhor pode consentir com tudo isso na esperança de logo encontrar sua filha no mundo de glória, com a coroa de justiça, iluminada com as aclamações de louvor que devem res...

Chutando cachorro morto

Essa expressão popular - que indica o título dessa pequena reflexão - é muito usada quando, numa determinada disputa, um dos oponentes é tão fraco que a derrota já é visível antecipadamente diante de todos. Esse tipo de disputa não causa muita expectativa ao público. Na nossa vida cristã, podemos fazer a mesma reflexão quando estamos em momentos de constante vitória contra o pecado. Pense numa área da sua vida que lhe oferece grandes tentações, aquele seu ponto fraco. Já reparou que quando estamos conseguindo vencer tais pecados, nossa confiança aumenta? O pecado fica tão por baixo que, nessa luta, parece bastante com a situação popular "chutando cachorro morto". Qual é o ponto aqui?  Essa é a hora da covardia. Essa é a hora de ser radical e espancar o cachorro morto. Como diz um outro ditado, "o mal do urubu é achar que o boi está morto". Cuidado com a suposta fraqueza do pecado. Mesmo que você esteja vencendo, cuidado. São em momentos assim que o pecado do orgulho...